3 de abr. de 2012
Sweet Perfection (23º capítulo)
— Você deveria contar a ele.
— Não posso — eu disse com um suspiro longo.
— Por que não?
— Selena. Ela está grávida de quatro meses, e está pensando em aborto — eu disse olhando-a, ela já ia saber de qualquer jeito se visse em alguma entrevista. — Já não é muita coisa para ele?
Ela hesitou, e então em minutos Chaz entrou no banheiro gritando:
— Selena está grávida?!
[Você (Kat) off/ Justin on]
Acordei, e já eram quase quatro horas, tive um sonho em que Katharina estava preocupada e chorando, então resolvi ligar para ela para ver se estava tudo bem.
— Oi, meu amor — eu disse quando ela atendeu.
— Oi, anjo — ela respondeu com uma voz trêmula.
— O que houve? —, perguntei indo até a janela e abrindo o vidro.
Percebi que ela hesitou, então percebi que ela não estava bem.
— Nada.
— Eu sei que não é verdade — disse elevando a voz. — Você esteve chorando. O que houve?
— Nada, Justin. É sério — ela riu quando terminou a frase, mas foi uma risada nervosa. Nada sincera.
Suspirei.
— Não posso cuidar de você quando estou longe — eu disse abraçando o travesseiro —, queria poder estar aí.
— Eu também, pequeno.
Queria poder estar do lado dela, para abraça-la e secar as lágrimas que eu sabia que rolavam pelo rosto dela. Mas eu não podia voltar ainda, tinha que convencer Selena a não abortar a criança que estava dentro dela, quer dizer... Eu queria ser pai, não tão novo, mas queria. E já que fui "homem" o bastante para ter sexo com ela, tenho que ser homem o bastante para assumir.
Escutei passos rápidos e depois a voz de Jazmyn.
— Seus irmãos estão aqui —, Kat disse.
— Sério? Meu pai também? — perguntei exitado. — Posso falar com a Jazmyn?
Não sei o porquê de ela estar chorando quando meu pai e meus irmãos estão por perto, eles são o tipo de pessoa que alegram todo mundo.
— Sim, sim, e pode — ela deu uma risadinha, e depois pude escuta-la dizer: — É o BooBoo.
— BooBoo! — Jazmyn gritou.
Depois que desliguei o celular fui tomar banho, saí e coloquei uma bermuda jeans e uma camiseta preta escrito "I love haters", um supra vermelho e um boné preto.
Fui até a casa de Selena, e ela não estava lá. Liguei para o celular dela, e ela me mandou uma mensagem escrito: "Estou dando uma entrevista, xoxo".
Fiquei fuçando algo para fazer e depois fui para o shopping, lembrei-me da pulseira que dei a Kat quando nos conhecemos no concurso e comprei um pingente pra ela. O pingente era em forma de um violão, espero que ela lembre de mim.
— Justin! — uma menina gritou por de trás de mim e eu parei, esperei ela chegar até mim. Tiramos fotos, e ela pediu para que eu autografasse a blusa dela. Fiz o que ela pediu e depois saí do shopping.
Selena havia me mandado uma mensagem falando que já estava em casa, e eu fui até a casa dela. Ela sorriu quando me viu e pediu para eu me sentar.
Me sentei e ela pediu para que eu falasse sobre o que queria falar mais cedo.
— Não quero que você faça o aborto — fui direto.
Selena se passou a mão por meu ombro e disse:
— Justin, não posso criar uma criança aos 19 anos — ela disse, enquanto pegava a minha mão e colocava em cima da barriga dela.
Senti um chute, era forte. Gostei daquela sensação, é um dos motivos por eu querer tanto ser pai.
Fiquei tentando convence-la a não abortar, e quando já estava escurecendo ela disse com um suspiro:
— Tudo bem — ela fechou os olhos e se deitou. — Vou ter o bebê, mas... Não quero que você deixe ela encostar nele.
Não precisei perguntar quem era ela.
— Mas e se... — comecei dizendo, mas ela me interrompeu.
— Não tem mas... O filho é meu, e por mais que você tenha uma namorada eu não quero que ela encoste nele — ela disse determinada.
— Selena...
— Ou isso, ou nada. Você escolhe.
Bufei, odiava quando ela fazia isso. Assenti com a cabeça, e fui embora para minha casa.
De noite não estava com muito sono, entrei no twitter, segui algumas pessoas e tweetei algumas coisas. Amanhã era o dia primeiro de abril, e pensei que normalmente eu estaria pensando em como trollar as Beliebers.
Estava quase dormindo quando meu celular tocou. Era Selena.
— Se quiser pode voltar amanhã para Stratford. Eu sei o quanto você quer vê-la — ela disse numa voz calma. — Não se preocupe comigo, eu sei me cuidar.
— Não é com você que eu me preocupo.
— Relaxe, Justin. Não vai acontecer nada com ele, ou ela, tanto faz.
Sorri e assenti. No dia seguinte avisei Scooter que estaria voltando para Stratford no mesmo dia de noite.
Quando cheguei em Stratford, fui para a casa de Drika, imaginando que alguém estivesse acordado. Austin veio até a porta e a abriu.
— Katharina está dormindo — ele disse.
— Eu sei. Posso entrar? — perguntei.
Ele assentiu com a cabeça e eu entrei, fui correndo até o quarto de Katharina. Ela estava linda dormindo abraçada com um travesseiro, me deitei ao lado dela e a abracei.
— Eu te amo — sussurrei no ouvido dela e ela se virou ficando de frente para mim.
Apertei-a contra meu corpo e dormi, com meu corpo entrelaçado ao dela.
Acordei no dia seguinte com um grito histérico.
— Justin! — Katharina gritou enquanto se levantava da cama.
Não pude conter o riso, enquanto ela fazia cara séria de braços cruzados como se estivesse se perguntando porque eu estava lá.
E então ela veio correndo me abraçar.
— Senti sua falta — ela disse apertando o corpo contra o meu.
— Eu também senti sua falta — acariciando o cabelo beijei sua cabeça por sobre o cabelo.
Ela levantou a cabeça, e eu a beijei. Senti saudades daquele beijo, suave e macio. Dos pequenos lábios dela nos meus, e então paramos o beijo arfante. Eu sorri, mas ela ainda estava... assustada.
Kat se encolheu novamente em meus braços, sua cabeça apoiada no meu peito, enquanto a abraçava com força. Ela se afastou um pouco, e percebi que seu olhar ficou um pouco tenso.
— O que foi? — perguntei pegando na mão dela.
[Justin off/ Você (Kat) on]
Quando acordei de manhã senti um braço envolvendo minha cintura, e com medo gritei. Percebi que era o Justin quando já estava em pé ao lado da cama.
— Justin! — gritei assustada, e aliviada ao mesmo tempo.
Ele começou a dar risada, e achei que ele não iria parar. Cruzei os braços, e fiquei me perguntando se contava sobre Pattie ou não.
Não consegui ficar em pé, então pulei na cama e o abracei com força.
— Senti sua falta — eu disse e pude sentir o coração dele bater de tão forte que estava nosso abraço.
— Eu também senti sua falta — senti os lábios dele sobre meu cabelo, e levantei o rosto.
Mal consegui olhar para ele, pois nossos lábios se encontraram rápidos demais. Paramos o beijo arfante, e tentei sorrir do modo como ele sorria, mas eu não conseguia parar de pensar na reação dele.
Me encolhi novamente nos braços dele, e ele me abraçou mais forte ainda, e então relutante me afastei dele.
— O que foi? — ele perguntou pegando minha mão.
Abri a boca para falar, mas logo a fechei. Não conseguia falar, nem eu mesma conseguia entender que Pattie estava em coma.
Como demorei para responder Justin perguntou novamente:
— Kath, o que houve?
Nem percebi que estava chorando, quando uma lágrima caiu de meus olhos, e Justin a secou com o polegar. Ele me puxou para um abraço de novo, e sussurrei no ouvido dele:
— Pattie. Ela está em coma — eu disse e os braços dele perderem a força enquanto ele se afastava.
— E... Ela o-o-que? — ele sussurrou tão baixo que mal pude ouvir. (Não sei se vai traduzir a fala, mas em inglês tá aqui: "S... She w-w-what?")
ooooooooooooi coizentos, espero que estejam gostando... haha e ai, acham que a Pattie vai melhorar... piorar? aaaaaai senhoor ;S hahaha realmente esspero que gostem dos próximos capítulos e quero avisar que a IB vai terminar em breve... não agora acho que até julho já chega no fim, mas vou começar a escrever uma nova também, e espero que gostem (:
comentem, por favor... se quiser deixar seu twitter, pra me dar informações ou opiniões deixe nos comentários ou fale comigo pelos twitters @freakingbiebs ou @_ifreehugs (: espero que gostem, e estou ansiosa pra saber o que vocês acham... valeu aos leitores, amo vocês.
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Quem sou eu
- @freakingbiebs
- Imagines são para que você se sinta no lugar das personagens, mesmo quando elas são tão diferentes de você, que mal consegue se imaginar na história. Pois mesmo que seus sonhos não tenham nada a ver com você, às vezes eles se realizam dez vezes melhores do que foi quando você estava dormindo (ou lendo).
continuaaaaa
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